Esse discurso é uma forma de contribuir para estudantes e administradores de empresas que procuram o constante aprimoramento de suas atividades.
É importante notar que há uma vasta literatura sobre o assunto – apesar de pouco se falar sobre as qualidades necessárias que os administradores precisam para alcançarem os resultados que planejaram.
O que há, na verdade, são conselhos personalistas de empresários bem-sucedidos. Mas não seria igualmente ou talvez até mais importante estudarmos os casos de insucessos?
Há inúmeros exemplos de fracassos e de derrotas ao longo da história que merecem a minha total atenção.
O que essas derrotas me mostram é que decisões importantes foram assumidas de formas precipitadas.
Foram pautadas pelo otimismo exagerado e pelo excesso de confiança em uma resolução posterior.
É bem verdade que a história igualmente me mostra outros inúmeros exemplos de derrotas provindas da inação e da falta de confiança.
Por isso, cada circunstância merece a minha total atenção.
Sem contar o alto nível de comprometimento e de dedicação que a empresa me obriga.
Como um cientista devo examinar detalhadamente todas as partes de um problema – analisando, questionando e aprimorando de forma habitual tudo aquilo que me é apresentado diariamente.
A ânsia em querer resolver um problema não pode ser maior que a paciência que devo empregar para compreensão dos fatos.
Quando trabalho na construção de uma marca – o que significa o mesmo que trabalhar na construção da minha credibilidade – e com a confiança dos meus clientes, prefiro pecar pelo excesso de cuidado do que falhar pelo impulso de uma boa ação.
Não que o instinto não seja importante ou até mesmo primordial. Mas o papel do administrador muitas vezes não é o papel do empreendedor – que tomou por vezes riscos desmedidos, contando ora com a sorte, ora com o acaso.
A sobriedade diária e a disciplina recorrente são requisitos fundamentais para aplicações administrativas eficazes e métodos que utilizo para alcançar os meus objetivos.
Muitos conhecem as ferramentas determinadas para realizarem variadas práticas administrativas.
Poucos conhecem os exercícios necessários para aplicação de uma administração ponderada.
Dado que o ser humano não é uma máquina perfeita e infalível.
Conhecer os meus próprios limites e os meus próprios comportamentos são exercícios necessários para alcançar determinadas qualidades.
Da mesma forma que devo conhecer os limites dos meus colaboradores e dos meus aliados.
Preocupo-me muito mais com o quadro da empresa do que com os meus concorrentes.
Não que deva ignorar os meus concorrentes. É que o meu crescimento deve nascer do confronto entre o que sou e do que desejo me tornar.
Geralmente, o que desejo ser é mais importante do que o que sou.
Meritocracias são mecanismos questionáveis de resultados irresponsáveis.
Qualidades como comprometimento, lealdade, ética e aprendizagens devem ser mais valorizadas.
Uma equipe integrada pode performar mais do que indivíduos excepcionais performando de forma isolada.
Desde que todos caminhem para uma mesma visão!
Procuro competências específicas engendradas com os interesses gerais da organização.
Espírito de equipe e integrações de áreas são remédios diários.
A revisão e a comunicação dos objetivos, das dificuldades, das fraquezas, das ameaças e das oportunidades devem ser permanentes no cotidiano da empresa.
As decisões de curto prazo devem sempre mirar para os planejamentos de longo prazo.
Perseguindo a visão com seriedade e exercitando a missão com afinco.
Não corrompendo princípios e valores.
Compreendendo com clareza as funções e as responsabilidades.
Evitando desperdício e desgastes desnecessários.
Concentrando-me em tudo aquilo que é simples (“core”).
A empresa é uma escola e os estudantes somos todos nós.
Problematizar, examinar, intuir, instruir, instituir, estudar, pesquisar, aprender, corrigir e inovar são tarefas diárias do administrador.
Não há salvação fora do exercício da profissão.

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