Ambos são filhos da loucura.
O gênio é gênio pela multiplicidade de imagens e de escolhas que faz do mundo.
É a exuberância da natureza.
É o transbordamento do mundo.
É a sensibilidade extremada.
Os poetas, os artistas, os estadistas.
Os gênios são meteoros que determinam sistemas inteiros: novas linguagens, códigos, valores e medidas do mundo.
Já o louco é o gênio que não conseguiu ordenar a realidade.
A loucura é algo presente na vida do gênio.
A loucura é o desabrigo do ser.
O louco não se encaixa.
É o próprio sujeito da loucura.
A normalidade não aceita os loucos e quer transformar os gênios em heróis.
Inflamam tudo que encostam.
Condicionados à patologia.
O convívio é intenso na presença deles.
É o fascínio do ser.

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