Reflexões sobre amadurecimento e permanência
No processo de amadurecimento — assim como na juventude — precisamos aprender a escolher as partes que permanecem ou não conosco, sejam elas materiais ou espirituais.
O que é material, na verdade, é apenas a consequência do espiritual.
Tudo aquilo que nasce do espírito — da vontade, do desejo e da intenção — e é colocado no mundo com mais ou menos intensidade, acaba passando por um processo de transformação junto conosco.
Quando mudamos — e estamos sempre mudando —, seja retornando à nossa essência ou descobrindo novas possibilidades de ser, as coisas ao nosso redor também se modificam.
Por isso, é fundamental sermos cautelosos e diligentes nas escolhas, não apenas para preservar aquilo que um dia escolhemos, mas também para não abandonarmos o que foi fruto de um desejo autêntico em outro tempo da nossa vida.
Essas decisões, contudo, não devem se tornar um fardo.
O amadurecimento exige que aprendamos a ressignificar o que construímos, permitindo que o passado coexista com o presente — aprimorando o que já fizemos e evoluindo para versões mais conscientes e sustentáveis de nós mesmos.
Por mais difícil ou penoso que seja, é preciso ser tolerante com as perdas e confiar no processo de transformação.
Somente assim conseguiremos superar os desafios que nós mesmos nos impusemos e servir de exemplo para os que chegam, inspirando novos caminhos com o testemunho da nossa própria trajetória.

Leave a comment