O ódio, o sentimento de raiva, é uma força muitas vezes mais intensa do que o amor. Em certos momentos, deixamo-nos contaminar por esse impulso e acabamos presos em uma espécie de vórtice do mal — no sentido do mal-estar e de tudo aquilo que ele pode provocar de nocivo ao nosso corpo e ao nosso espírito.
Quando somos contrariados, injustiçados ou brutalizados por pessoas que nos desejam o mal — seja por vingança, ressentimento ou alguma forma de compensação psicológica — precisamos aprender a nos distanciar desse jogo e desse sentimento para nos preservarmos. E, dentro de nós, por determinação, devemos aprender a perdoar os nossos inimigos.
Isso não significa, evidentemente, esquecer o que nos fizeram ou deixar de tomar as medidas de proteção alinhadas ao nosso instinto de sobrevivência e de autopreservação.
Significa, acima de tudo, pensarmos primeiro em nós mesmos, curando qualquer mágoa ou ressentimento que carregamos do passado. Porque somente assim, com a força renovada de quem acaba de nascer, podemos recuperar a nossa saúde, a nossa energia e a nossa vitalidade.
É por isso que é tão importante estarmos sempre em união com o nosso espírito e com aquilo que verdadeiramente somos — para não nos esquecermos das nossas origens e das forças que precisamos encontrar dentro de nós.

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