Roberto Viana é um empresário multifacetado que construiu sua trajetória envolto em temas que considero fascinantes. Esses temas, que despertam fascínio no ser humano, podem ser subjetivos, mas, no caso de Roberto, envolvem áreas de extremo interesse e relevância, como seus trabalhos em geologia, na indústria de óleo e gás, e na mineração. Esses assuntos, para alguém como eu, curioso por natureza e pela diversidade das coisas, são naturalmente cativantes.
No entanto, o que realmente me aproxima de Roberto é seu interesse pela arte e pela poesia. Assim como eu, Roberto equilibra um lado pragmático com um lado sensível, demonstrando uma predileção pela poesia. Sua convivência com figuras notáveis como Ferreira Gullar, Tomie Ohtake e Siron Franco reflete essa conexão. Roberto não apenas aprecia, mas vive a arte, integrando-a em sua vida de um modo que transcende as demandas práticas do mundo dos negócios.
Esse equilíbrio é particularmente singular. Empresários, em sua maioria, estão ocupados exclusivamente com as obrigações pragmáticas de suas atividades e frequentemente negligenciam a dimensão estética da existência – aquilo que dá beleza e sentido à vida, como a arte e a poesia. Roberto, porém, transcende essa visão limitada. Ele se dedica não apenas a explorar as fronteiras do mundo material, mas também a cultivar o que é intangível e essencialmente humano: a busca pelo belo.
Outro aspecto que nos une é o fascínio pela filosofia. Roberto, admirador de Schopenhauer, encontra na perspectiva do filósofo alemão uma visão que complementa seu interesse pelas questões da existência. Eu, por outro lado, sou apaixonado por Friedrich Nietzsche, que tanto bebeu da fonte de Schopenhauer quanto a desafiou. Essa afinidade filosófica cria um diálogo rico entre nós, que não se limita ao racionalismo, mas busca compreender o mundo em sua totalidade – incluindo suas contradições, belezas e profundidades.
Este texto não tem a pretensão de explicar ou desvendar nossa relação, mas de relatar, de forma curiosa e reflexiva, como ela se constrói a partir de interesses espirituais que integram o material e o imaterial. É uma relação que busca utilizar essas dimensões da melhor maneira possível, sobretudo em benefício da arte e da beleza. Afinal, a estética da existência é, antes de tudo, a arte de viver plenamente.

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